Qual é o grande plano de John Textor?
Com ofertas por dois clubes da Premier League na mesma semana, problemas em França e um potencial castigo de seis anos no Brasil, Matt Hughes analisa o caminho a seguir pelo americano
O acionista maioritário do Crystal Palace, John Textor, tem sido o defensor mais vocal da Premier League dos modelos de propriedade multi-clubes desde que investiu pela primeira vez em Selhurst Park há três anos, mas tentar assumir o controlo de duas equipas diferentes do primeiro escalão ao mesmo tempo é invulgar, mesmo para os seus padrões.
No espaço de poucos dias extraordinários na semana passada, Textor fez exatamente isso, embora sem alcançar sucesso até à data. O empresário americano primeiro acordou iniciar negociações exclusivas com Farhad Moshiri para comprar o Everton antes de, depois, oferecer-se para comprar a parte dos restantes acionistas Josh Harris e David Blitzer no Palace.
Os movimentos aparentemente contraditórios de Textor refletem o seu desespero por assumir o controlo de um clube da Premier League, para adicionar a um estável global que inclui o Olympique Lyonnais, o Botafogo no Brasil, o RW Molenbeek na Bélgica e o FC Florida, que são controlados pelo seu Eagle Football Group, e a frustração absoluta com a situação em que se encontra em Selhurst Park. O empresário de 58 anos pagou 87,5 milhões de libras por uma participação de 40 por cento no Palace há três anos, naquilo que deveria ser o precursor de uma aquisição superior a 70 por cento, mas ele tem sido incapaz de ultrapassar os 45 por cento.
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